Jul 25, 2020 • 5M

{Confissão #3} 25 de Julho, Dia Nacional do Escritor!

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Revelando a interioridade de nosso eu mais profundo através de longas e íntimas narrativas contadas em primeira pessoa; por mim, Larissa Xavier, e por quem quer que queria se confessar. Porque somente a escrita pode libertar o que a vida faz aprisionar.
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Hey, psiu! Tá vendo esse botão “play” aí em cima? Ele é pra você que está sem tempo de ler o textão abaixo – ou que está com preguiça mesmo :P. Então, ouça esse conteúdo ao invés de ler. Mas sem desculpas pra deixar esse email de lado, ok?


Olá, você!

Faz apenas poucos 2 dias que nos vimos por aqui — aliás, espero muito que você já tenha lido ou ouvido o último texto publicado. Caso não, volte alguns emails. ;)

Vim interromper o fluxo de sua caixa de entrada assim como o de sua rotina de sabádo, para exaltar os que escrevem. Hoje, 25 de Julho, é comemorado o Dia do Escritor no Brasil (internacionalmente, este dia é celebrado em 13 de Outubro), e de qualquer maneira, eu não poderia deixar essa data passar em branco.

A nível de curiosidade, esta homenagem surgiu por causa do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na década de 1960 pela União Brasileira de Escritores, que na época era presidida por João Peregrino Júnior e Jorge Amado, este que é um dos principais nomes da literatura nacional.

Apesar da data estar mais atrelada a autores, acredito que todos os que se dedicam a escrever, não importa se são livros, manuais, receitas… devem ser exaltados. Escrever é um ato absurdamente essencial. Pela escrita conseguimos dar forma a nossos turbulentos pensamentos; conseguimos organizar melhor uma ideia; basicamente tudo precisa, cedo ou tarde, ser passado para o papel.

Então, segue minha homenagem. :)

Larissa Xavier // Literatura Confessional

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Carta aos escritores,

De livros, de rótulos, de conversas de boteco {…} a todos que se dispõem a fazer da palavra seu começo, meio e fim. Vida longa aos que escrevem!

Desde criança, eu sempre achei que havia algo nobre e misterioso sobre escrever; sobre as pessoas que faziam isso muito bem, que pudessem criar novos ou revelar existentes universos como se fossem deuses ou feiticeiros. Donos de si mesmo e de seu próprio mundo.

Desde criança, eu sempre senti que havia algo mágico em pessoas que pudessem entrar na mente e na pele de outras pessoas, que pudessem gerar delas mesmas pessoas como eu, como você; ou ainda, que inventassem algumas totalmente novas via papel.

Desde criança, eu sempre achei fascinante os que pudessem se despir e revelar suas vidas para outros a lerem. E, num convite irresistível, acabam por convocar estranhos a dançarem a valsa que toca em suas existências.

Desde criança, eu sempre admirei os que pudessem tão impecavelmente exteriorizar facetas de si mesmo; seus ouros e suas pobrezas; seus medos e seus desejos; seus caprichos e seus delírios; fazendo com que outros também queiram o fazer tão impecavelmente quanto.

Desde criança, eu sempre fui instigada sobre os que fazem da escrita um enigma, onde se vai deixando pistas para alguém segui-las; onde se vai abrindo caminho para novos destinos, novas dimensões; novas possibilidades de desfechos.

Desde criança, eu sempre me interessei nos que transformavam o amor em algo tangível, além do alcance do sentimento; daqueles que se dispunham a dividir suas aventuras amorosas com um platéia de amantes tão ou mais ávidos. Desde criança, eu sempre me interessei também nos que transformavam o amor em constante fonte de alimento e superação, porque amar deixa memórias, frutos, cicatrizes; histórias a serem contadas em prol da esperança de nossa humanidade.

Desde criança, eu sempre admirei os que sabiam como ninguém manusear as palavras, que faziam bom e até mal uso delas. Que davam a verbos, advérbios, adjetivos, substantivos  —  ali vitrinizados num dicionário  — a chance de ganhar sentimento, emoção, vida; de irem experienciar tudo que acontece mundo afora.

Desde criança, eu sempre acreditei que seria uma dessas pessoas aqui descritas; que eu seria parte dos que se dispõe a escrever como meio de {sobre}vivência. Porque escrever liberta o que a alma aprisiona, seja de vidas passadas ou da vida que acontece diante de cada linha escrita.

E sabe de uma coisa? Eu continuo acreditando que sim.

Viva o dia Nacional do Escritor! 

Obrigada por me ler até aqui. Te vejo na próxima confissão. <3

Larissa Xavier // Literatura Confessional